Seis Segundos de Atenção - Humberto Gessinger

Seis Segundos de Atenção (adorei o título), é uma compilação de crônicas escritas por Gessinger na maturidade. Fala sobre tudo e sobre nada. Textos esparsos entre letras de músicas. Pensamentos, sua visão de mundo. Pequenas reflexões inusitadas. Fama, tempo, música, acaso, controle remoto...

Eu gostei muito do livro, mas não sei se ele terá o mesmo impacto para "não-fãs" do Gessinger - o líder ditatorial do Engenheiros do Hawaii (apesar do livro não ser sobre a banda)... Mas para os admiradores, pode ser uma ótima maneira de conhecer mais desse gaúcho chucro de madeixas longas.

Minha relação com o Engenheiros é longa, remonta da minha já ida adolescência. Na época, eu havia acabado de ganhar "O meu segundo Gradiente", aquele vermelho com microfone e dois alto-falantes (a coqueluche do momento...). Com ele, ganhei duas fitas K7 (sim, eu sou da época do K7), o Papa é Pop do Engenheiros e uma da Mara Maravilha.

Minhas duas joias... confesso (momento vergonha alheia), eu gostava do K7 da Mara também, e me achava o máximo por isso, pois ela cantava aquela música "Esse tal de Rock'n Roll, Rooooock'nnnnn Rolllllllllllllllllllll".  

Escutava os dois K7's quase todos os dias. Sabia de cor todas as músicas. Eu era alucinada pela "A Violência Travestida Faz seu Trottoir" do Papa é Pop (ainda sou). E foi assim, pendurada em um K7 do Engenheiros que me tornei fã incondicional do senhor Gessinger, hoje um cinquentão.

Então, como fã, as crônicas do livro dialogaram comigo. Ajudaram a moldar a ideia que faço do próprio Gessinger e talvez por isso, e por ser bem escrito, tenham encontrado em mim um campo fértil de lembranças e nostalgia, que me fizeram gostar muito da obra. 

Com isso não quero dizer que o livro não agradará aos "não-fãs", longe disso... Acho que pode agradar também quem não conheça muito do Engenheiros, pois são pequenas crônicas do dia-a-dia, repletas de pensamentos sobre várias coisas que estavam na cabeça do Gessinger e com altas referências ao seu passado musical. Na minha opinião, as crônicas se encaixariam facilmente em uma coluna dominical do Zero Hora. Sucesso garantido.

Mas enfim... É uma leitura leve e descompromissada. Para quem gosta desse tipo de Literatura, para curiosos ou para fãs dos Engenheiros do Hawaii, fica aí uma dica de leitura bem gostosinha.

Eu recomendo!

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